Abstract

Capoeira, Candomblé, and samba—three Afro-Brazilian expressive forms—are indelibly linked in the Brazilian popular imaginary, frequently listed in tandem in tourist brochures and academic literature alike. Yet their relationship remains undertheorized. This article explores the multisensory interconnections among the practices from the perspective of capoeira Angola and samba practitioners in backland Bahia. Practitioners consistently referred to Candomblé when describing their experiences of music and movement, revealing that the practices cultivate shared ways of orienting bodies to sound. More specifically, although the vital force of axé is a concept from Candomblé, practitioners experience axé as affective sound vibrations also resonating in capoeira and samba, bringing their bodies into motion and syntony (aligning frequencies). Ultimately, I argue that axé also resonates beyond the space-times of capoeira events, cohering a community premised upon shared ways of sensing that are grounded in Afro-Brazilian spirituality.

Resumo

Capoeira, candomblé e samba—três modos expressivos da cultura afro-brasileira—estão firmemente ligados ao imaginário popular brasileiro, frequentemente citados juntos em folhetos turísticos, assim como na literatura acadêmica. No entanto, a relação entre eles permanece subteorizada. Este artigo aborda as interconexões multissensoriais entre as práticas a partir da perspectiva de praticantes de capoeira angola e samba no sertão baiano. Os praticantes frequentemente se referem ao candomblé ao descrever suas experiências com a música e o movimento, revelando que as práticas cultivam formas comuns de orientar o corpo para o som. Mais especificamente, embora a força vital do axé seja um conceito oriundo do candomblé, os praticantes vivenciam o axé como uma vibração afetiva do som que também ressoa nas rodas de capoeira e samba, colocando os corpos dos praticantes em movimento e sintonia. Para isso, argumento que o axé vibra além dos espaços-tempos das rodas, agregando uma comunidade baseada em modos comuns de sentir, os quais são fundados na espiritualidade afro-brasileira.

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